Jaraguá do Sul perde aos 98 anos empresário que ajudou a transformar a indústria da cidade

A trajetória de Rodolfo Francisco Hufenüssler, um dos nomes ligados ao desenvolvimento industrial de Jaraguá do Sul, ganhou destaque nacional em uma homenagem publicada pela Folha de S.Paulo. O empresário morreu em 26 de agosto, aos 98 anos, de causas naturais. Nascido em Jaraguá do Sul, Rodolfo deu continuidade a uma história empresarial iniciada pelos pais, os imigrantes alemães Rudolph e Hildegard. Em 1925, eles fundaram uma fábrica de essências utilizando mudas de hortelã-pimenta e um pequeno destilador. Já em 1938, a empresa começou a comercializar seus produtos para a Europa. Rodolfo assumiu a direção do negócio em 1955, após a morte do pai, trabalhando ao lado da mãe e do irmão Dietrich. A empresa atravessou um século de transformações e, em 2025, passou a se chamar DR Aromas & Ingredientes, mantendo operações em diferentes estados brasileiros e também no exterior. Mas sua presença em Jaraguá do Sul foi além da indústria. Rodolfo esteve entre os fundadores do Centro de Cultura Alemã e do Rotary Club, presidiu a Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs), o Conselho de Administração do Hospital Jaraguá e o Sindicato das Indústrias da Alimentação. Há ainda uma contribuição que permanece presente no cotidiano da cidade: Rodolfo escreveu a letra do hino oficial de Jaraguá do Sul. Após sua morte, o município decretou três dias de luto e destacou sua atuação no associativismo, no voluntariado e no desenvolvimento da comunidade. Formado em contabilidade e ciências econômicas pela Universidade Federal do Paraná, Rodolfo deixou a esposa Karin, três filhos, sete netos e cinco bisnetos.
Jaraguá do Sul começa a avaliar uma a uma as árvores das ruas e praças da cidade

Jaraguá do Sul iniciou um levantamento para descobrir quantas árvores existem nas áreas públicas da região urbana, quais são as espécies e em que condições elas se encontram. Atualmente, a estimativa da Prefeitura é de aproximadamente 6,7 mil árvores mapeadas. O trabalho começou nesta segunda-feira (21) e abrange exemplares localizados em calçadas, praças, canteiros e outros espaços públicos. Cada árvore será analisada individualmente por uma equipe técnica, que avaliará aspectos relacionados à saúde, conservação e necessidade de manejo. O inventário será a primeira etapa para a elaboração do Plano Municipal de Arborização Urbana, que deverá orientar as decisões sobre plantio, manutenção e substituição de árvores no município. Além de atualizar o número de exemplares, o levantamento ajudará a identificar árvores que estejam no fim do ciclo de vida ou apresentem riscos. A partir do diagnóstico, o município poderá planejar a retirada e substituição desses exemplares com critérios técnicos. O estudo também deverá responder a uma questão que ainda não possui uma conclusão técnica: Jaraguá do Sul é suficientemente arborizada? Segundo a equipe responsável, somente após o inventário será possível avaliar a situação de forma concreta, embora exista a percepção inicial de que há espaço para ampliar o plantio na cidade. Os moradores também participarão da construção do plano. Uma pesquisa eletrônica já está sendo realizada para entender como a população percebe a arborização urbana. Posteriormente, estão previstas consultas e uma audiência pública antes da conclusão do documento.
Acidente entre três veículos deixa criança ferida em Jaraguá do Sul

Uma colisão envolvendo três veículos deixou uma criança ferida na manhã desta terça-feira (22), no bairro Rau, em Jaraguá do Sul. O acidente aconteceu por volta das 10h, na Rua Prefeito José Bauer. Segundo as informações apuradas no local, uma Chevrolet Spin estava parada no semáforo e um Fiat Cronos parou logo atrás. Na sequência, um Volkswagen Gol, com placas de São Bento do Sul, atingiu a traseira do Cronos, que foi projetado contra a Spin. Uma criança que estava no Gol precisou ser atendida pelo Corpo de Bombeiros Voluntários. Ela apresentava dores na região cervical e foi encaminhada em estado estável ao Hospital Jaraguá para avaliação médica. Os demais motoristas e passageiros envolvidos não ficaram feridos.
Nova ponte de R$ 13 milhões entre Jaraguá do Sul e Schroeder começa a sair do papel

Os trabalhos para a construção de uma nova ligação entre Jaraguá do Sul e Schroeder avançaram para a preparação do terreno. A ponte será construída sobre o Rio Itapocuzinho e terá investimento superior a R$ 13,1 milhões. Nesta etapa, equipes trabalham na limpeza e adequação dos acessos pelo lado de Jaraguá do Sul. Também está sendo realizada a sondagem do solo, que permitirá conhecer as características do terreno e definir a fundação que sustentará a estrutura. Antes da entrada dos equipamentos pesados, ainda serão necessários serviços de drenagem e supressão vegetal. A futura ponte terá 140 metros de comprimento e 17 metros de largura, em concreto armado. Ela conectará a Rua Honorato Bortolini, na Vila Chartres, em Jaraguá do Sul, à Avenida dos Imigrantes, no Centro Norte de Schroeder, criando uma nova conexão viária entre as duas cidades. O investimento previsto é de R$ 13,11 milhões. Desse total, cerca de R$ 11,79 milhões serão repassados pelo Governo de Santa Catarina. Jaraguá do Sul e Schroeder dividirão uma contrapartida de aproximadamente R$ 1,32 milhão, com cerca de R$ 661 mil para cada município. A previsão é de que a construção seja concluída em um ano, embora o andamento desta fase inicial também dependa das condições climáticas e das dificuldades de acesso ao terreno.
Terreno da antiga fonte de cervejaria está sem uso há quase 30 anos em Joinville

Uma área de 55 mil metros quadrados no bairro América, que durante décadas forneceu água para a produção de cerveja em Joinville, continua sem uma utilização definida quase três décadas depois de ser desativada. Localizado na Rua Padre Anchieta, o terreno da antiga fonte está passando atualmente por serviços de limpeza e zeladoria. Segundo a Prefeitura de Joinville, a Secretaria de Cultura e Turismo analisa propostas para uma futura utilização do imóvel, mas ainda não há decisão nem previsão de implantação de um projeto. A área tem importância direta na história cervejeira da cidade. As nascentes existentes no local, junto aos poços próximos à fábrica da Rua XV de Novembro, abasteciam o complexo que chegou a sediar a Cervejaria Catharinense, considerada a maior de Santa Catarina na primeira metade do século 20. A qualidade da água era apontada como um dos diferenciais das bebidas produzidas em Joinville. Posteriormente, a fábrica passou para a Antarctica, que encerrou a produção em 1998. Em 2001, o complexo foi adquirido pelo município, incluindo o terreno onde funcionava a fonte. Tombado como patrimônio histórico municipal, o espaço possui poços artesianos, cisterna e edificações atualmente deterioradas. Ao longo dos anos, diferentes possibilidades foram discutidas, entre elas a criação de um parque, a implantação de um Memorial da Água e até o envase de água mineral. Nenhuma avançou. Qualquer nova intervenção no terreno precisará passar pela análise da Comissão do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Natural de Joinville. Enquanto isso, a antiga fábrica, hoje denominada Cidadela Cultural, também aguarda uma nova fase. Estudos para uma possível concessão à iniciativa privada estão em andamento desde 2023, mas o terreno da antiga fonte não faz parte desse projeto. Já a restauração da Cidadela tem prazo judicial que se estende até 3 de novembro de 2029.
Família tenta manter Caldo de Cana da Catedral após pedido para desocupar espaço em Joinville

Um dos pontos mais tradicionais do Centro de Joinville pode estar perto de mudar de endereço. O Caldo de Cana Catedral, instalado ao lado da Catedral São Francisco Xavier há mais de cinco décadas, recebeu um pedido para desocupar o espaço. Segundo a família responsável pelo estabelecimento, a Arquidiocese de Joinville comunicou o encerramento da locação e estabeleceu prazo de 30 dias para a entrega do imóvel. Michele Nunes, que atualmente administra o negócio com a mãe, afirmou que o caso foi encaminhado ao jurídico e que a família busca alternativas para permanecer no local. O negócio atravessou gerações e se tornou parte da rotina de quem circula pela Rua do Príncipe. O pai de Michele adquiriu o estabelecimento há cerca de 30 anos, e ela assumiu a administração após a morte dele, em 2021. A tradição é tamanha que o próprio material turístico de Joinville inclui comprar caldo de cana e pastel na região central entre as experiências da cidade. Em nota, a Arquidiocese de Joinville afirmou que a relação com o estabelecimento é privada e regida por contrato de locação, que prevê as condições para encerramento e retomada do imóvel. A instituição informou que a área será utilizada na continuidade dos trabalhos de revitalização da Catedral. Para a família, porém, deixar o endereço significa romper uma história construída durante décadas. Michele afirmou que pretende buscar juridicamente mais prazo e alternativas para manter o negócio.
Santa Catarina supera São Paulo e lidera ranking de competitividade no Brasil

Santa Catarina assumiu pela primeira vez a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O Estado ultrapassou São Paulo, que ocupava o primeiro lugar havia 14 anos. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (27) e considera 100 indicadores distribuídos em dez áreas que avaliam diferentes aspectos da administração pública e do desenvolvimento dos estados. Santa Catarina se destacou principalmente nos pilares de capital humano, potencial de mercado, segurança pública e sustentabilidade social. O levantamento analisa as 27 unidades federativas em áreas como infraestrutura, educação, segurança pública, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, sustentabilidade ambiental, inovação e potencial de mercado. São Paulo caiu para a segunda posição após perder pontos em cinco dos indicadores avaliados, entre eles capital humano, eficiência da máquina pública, inovação, solidez fiscal e segurança pública. Apesar da queda, o estado paulista continua na liderança em sustentabilidade ambiental, educação e infraestrutura e aparece entre os dez primeiros colocados em oito dos dez pilares. Nos dois indicadores em que ficou fora do grupo dos dez melhores, São Paulo ocupou a 11ª posição em eficiência da máquina pública e a 14ª em solidez fiscal. O primeiro desses critérios avalia a capacidade dos governos estaduais de oferecer serviços públicos com eficiência e menor custo. Já a solidez fiscal considera a capacidade de equilibrar receitas e despesas e manter as contas públicas em equilíbrio. A liderança de Santa Catarina coloca o Estado no topo de um dos principais levantamentos nacionais sobre competitividade e desempenho dos governos estaduais.