Uma área de 55 mil metros quadrados no bairro América, que durante décadas forneceu água para a produção de cerveja em Joinville, continua sem uma utilização definida quase três décadas depois de ser desativada.
Localizado na Rua Padre Anchieta, o terreno da antiga fonte está passando atualmente por serviços de limpeza e zeladoria. Segundo a Prefeitura de Joinville, a Secretaria de Cultura e Turismo analisa propostas para uma futura utilização do imóvel, mas ainda não há decisão nem previsão de implantação de um projeto.
A área tem importância direta na história cervejeira da cidade. As nascentes existentes no local, junto aos poços próximos à fábrica da Rua XV de Novembro, abasteciam o complexo que chegou a sediar a Cervejaria Catharinense, considerada a maior de Santa Catarina na primeira metade do século 20. A qualidade da água era apontada como um dos diferenciais das bebidas produzidas em Joinville.
Posteriormente, a fábrica passou para a Antarctica, que encerrou a produção em 1998. Em 2001, o complexo foi adquirido pelo município, incluindo o terreno onde funcionava a fonte.
Tombado como patrimônio histórico municipal, o espaço possui poços artesianos, cisterna e edificações atualmente deterioradas. Ao longo dos anos, diferentes possibilidades foram discutidas, entre elas a criação de um parque, a implantação de um Memorial da Água e até o envase de água mineral. Nenhuma avançou.
Qualquer nova intervenção no terreno precisará passar pela análise da Comissão do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Natural de Joinville.
Enquanto isso, a antiga fábrica, hoje denominada Cidadela Cultural, também aguarda uma nova fase. Estudos para uma possível concessão à iniciativa privada estão em andamento desde 2023, mas o terreno da antiga fonte não faz parte desse projeto.
Já a restauração da Cidadela tem prazo judicial que se estende até 3 de novembro de 2029.
