Em Florianópolis, Lula defende tecnologia nacional e diz que Brasil precisa reduzir dependência externa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante agenda em Florianópolis no sábado (19), a ampliação dos investimentos brasileiros em ciência, educação e desenvolvimento tecnológico. No discurso, ele afirmou que o país precisa criar suas próprias soluções em áreas estratégicas, incluindo inteligência artificial.

Ao abordar o tema, Lula defendeu o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial em português e relacionou o avanço tecnológico à formação de profissionais no país. “Nós não somos menores do que ninguém”, declarou.

O presidente também falou sobre a atração de data centers para o Brasil. Segundo Lula, o setor pode movimentar até R$ 500 bilhões em investimentos. Ele afirmou, porém, que novos empreendimentos deverão assumir compromissos relacionados à geração de energia, para evitar que a expansão dessas estruturas pressione a oferta destinada à população.

Durante a passagem por Santa Catarina, Lula ainda destacou a abertura de mercados internacionais para produtos catarinenses. Segundo os números apresentados pelo próprio presidente, foram 118 novos mercados envolvendo aves, suínos, bovinos, pescados e seus derivados durante seu governo.

Outro ponto abordado foi a exploração de minerais críticos e terras raras. Lula afirmou que o Brasil precisa desenvolver conhecimento e tecnologia próprios para aproveitar essas reservas e defendeu a criação de cursos em universidades e institutos federais voltados a áreas consideradas estratégicas.

O discurso também teve conteúdo político-eleitoral e críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente sobre a condução da pandemia. Essas declarações ocorreram no mesmo evento em que Lula apresentou as propostas relacionadas à educação, pesquisa e tecnologia.

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